Petróleo: Mola mestra do desenvolvimento.

As discussões sobre a existência e o aproveitamento do petróleo como fonte de energia e combustível é antiga e de vez em quando se renovam as notícias sobre o assunto. Tais discussões se passam entre técnicos, professores, jornalistas, economistas e sempre aparecem novidades sobre o assunto. Alguns o dizem poluente, outros se referem aos seus preços e a maioria teme pelo seu desaparecimento da face da Terra. No fundo todos têm razão pelo fato único do assunto ser, de fato, um enigma para as pessoas, mesmo aqueles que se preocupam diretamente com a sua pesquisa no dia a dia de buscar cada vez mais petróleo.

Estamos no início do século XXI e podemos datar oficialmente a era da exploração do petróleo há pelos menos 150 anos atrás, em 1859, quando foi furado o poço do Cel. Drake em Titusville nos Estados Unidos. De lá para cá, o petróleo se tornou alguma coisa indispensável para a humanidade. Todos, absolutamente todos os humanos precisam de petróleo direta e indiretamente. Dependemos dele, mesmo quando estamos dormindo, e muito mais quando estamos acordados. Especialmente depois da II Guerra mundial entre 1939-45, o desenvolvimento do mundo moderno é um fruto direto do petróleo. Entretanto, à medida que nos acostumamos com ele e todos os seus derivados, a importância do petróleo no dia a dia banalizou-se e algumas pessoas perderam o elo que as liga ao petróleo e sua existência.

Admiramos um carro de última geração, especialmente das marcas mais tradicionais e famosas, ficando impressionado com a sua arquitetura e conforto, sem lembrar que ele só se move, se houver petróleo no seu tanque. A segurança o conforto e a rapidez dos transportes aéreos, o luxo dos transatlânticos de puro turismo, e o temor dos grandes exércitos, mas não lembramos que eles só se movem impulsionados pelo fluido que tem de estar presente nos seus tanques de abastecimento, sem o que ficarão estáticos, inertes com característicos de lixo de luxo (sem trocadilho). Evidente que esta é uma atitude de desconhecedores do assunto e de suas relações.

Há necessidade de se saber que o petróleo é o combustível da humanidade por afinidade de origem e disso não podemos escapar. Entre nós e o petróleo a diferença é apenas de status.

Nós, os animais e vegetais somos o petróleo do futuro, e o petróleo que usamos no momento são animais e as plantas do passado. Todos os animais e vegetais são a energia do Sol em forma tridimensional, enquanto o petróleo é o mundo orgânico que se transformou em lixo e foi levado às bacias de sedimentação e lá transformado em petróleo.

Os seres que ainda estão na superfície do globo usam exatamente a mesma energia de que são formados e por isso não podem escapar de usar o petróleo como combustível. De fato, toda a indústria, o lazer e o divertimento dos humanos gira ao redor do petróleo. Não é possível, apenas pelo desconhecimento do assunto adotar atitudes infantis e tangentes à loucura, quando se quer evitar uma tolice como é o chamado “efeito estufa” dos ambientalistas, para isso estancando o uso do petróleo sob qualquer forma que ele exista, em benefício do ambiente. Como se o uso do petróleo fosse um poluente. Não se pode exigir que os homens públicos sejam cultos até o ponto de saber o que é o petróleo e qual a sua relação com o meio ambiente. Entretanto, agora, chegamos ao ponto da paranóia ambiental querendo uma regressão ao tempo da idade média, quando não existia nada disso que conhecemos. Atingido este ponto, há necessidade de alguém sinalizar com alguma coisa mais sensata.

Não há qualquer possibilidade de volta do ponto onde chegamos, apesar do peso de qualquer campanha que se faça naquela direção. Este é o panorama atual do mundo, sem que se precise demonstrar. Por ser óbvio demais, vamos chamar atenção para o que já existe segundo a seguinte ótica.

O mundo se divide em duas partes sociais: o mundo dos ricos, em menor número e o mundo dos pobres o lado da maioria absoluta.

Afirmamos nós que esta divisão se dá, em virtude do uso do petróleo. Os que usam grandes quantidades de petróleo para satisfazer as suas necessidades básicas são chamados de “industrializados”. Os que usam pouco petróleo, o grupo da maioria dos povos, são os chamados subdesenvolvidos. Os países industrializados são os povos que freqüentam os salões de Davos. Os subdesenvolvidos se reúnem em cidades periféricas para protestar contra os líderes do mundo. Aqueles querem mais desenvolvimento, quer dizer, mais riquezas. Estes querem permanecer na natureza primitiva. São as duas vertentes do momento que retratam perfeitamente o que vai pelo mundo em função de um boato.

De fato, ambos os grupos agem intuitivamente visto que os industrializados não sabem exatamente o ponto científico que representam, o mesmo acontecendo com os pobres subdesenvolvidos. Vamos popularizar a visão científica da situação e vamos mostrar que o fato está em pleno funcionamento.
                                             
Há muito tempo a riqueza era representada pela vastidão das terra sob domínio de um senhor de terras, ou de uma nação. Em seguida vieram os donos das minas de ouro, prata etc. Atualmente é rico quem domina o petróleo. Mas ninguém carregava ouro naquele tempo passado, e nem pode carregar petróleo na presente era. A maneira prática de transformar as riquezas para manuseio foi inventar o dinheiro. O dinheiro é então a forma prática da riqueza. Atualmente o dinheiro corre na mão dos povos que têm e manejam petróleo.

É um fato notório que os Estados Unidos é um país rico. Todas as gentes dos paises periféricos, subdesenvolvidos ou pobres migram para lá, a ponto de já representarem um problema policial. Todos são atraídos pelas fábulas que de lá se contam. Qual o segredo dos americanos? É o mesmo segredo dos europeus de um modo geral, sejam alemães, franceses, italianos, ingleses, noruegueses etc. Eles usam muito petróleo na sua vida diária e a riqueza surge como conseqüência. A riqueza é o petróleo para lá canalizado e usado por todos, ele então se transforma em dinheiro distribuído entre a população.

Vamos ver o que acabamos de teorizar na prática, seguindo o resultado de uma pesquisa que poderá ser repetida por qualquer pessoa, desde que os dados usados para o resultado são públicos e poderão ser encontrados no endereço CIA the World Factbook.

O endereço da Internet é feito com informações dos próprios países e não tem a finalidade para a qual os usamos. Naquele endereço são encontradas informações atualizadas no ano de 2007 e por isso são muito bons para pesquisar qualquer assunto palpitante ou não.

Método de Trabalho

Organizamos uma lista de 50 países aleatoriamente de maneira aparecessem os principais do mundo, levando em conta a população do país, a quantidade de petróleo que cada um produz, a quantidade de petróleo que cada um consome de maneira comparar os dados e o seu grau de pobreza ou de riqueza e se havia relação entre uma coisa e outra. Como a quantificação de petróleo é feita normalmente em barris, uma medida esquisita e que o povo não entende bem, transformamos os barris em litros, multiplicando a quantidade de barris pelo fator 159 que é o número de litros que um barril contém. Tal medida também facilita a comparação que quisemos fazer. A quantidade de litros de energia que o povo de determinado país consome, dividimos pela população do país, também obtido no mesmo endereço da CIA (Cenral Intelligency Agency). Obtivemos com isso, o número de litros que cada pessoa da população do país recebe, como se fosse a quantidade de energia que cada pessoa consome a cada dia que passa.

Usamos um programa popular, o Microsoft Excel. Obtidos os dados, o programa foi solicitado a organizar a lista em ordem descendente surgindo uma tabela única e que foi dividida em duas como apresentadas a seguir. A primeira parte até o nível 4 e maiores e uma segunda parte, classificados abaixo do índice 4. Em outras palavras, o índice 4 separou dois grupos de países. No conjunto do primeiro grupo ficaram os chamados paises industrializados. No segundo ficaram os subdesenvolvidos. Não houve nenhuma interferência do pesquisador nesses resultados.

A classificação está diretamente ligada ao consumo de petróleo e o resultado é: quem consome muito petróleo é rico e desenvolvido. Quem não o faz é irremediavelmente sub-desenvolvido. Veja-se as tabelas para a conclusão.

Consulta do consumo de petróleo em países desenvolvidos
Consulta do consumo de petróleo em países subdesenvolvidos

Os números em vermelho da 6ª coluna representam o número de litros de energia que cada habitante de cada país da primeira coluna recebe por dia para fazer o que lhe aprouver com eles, mas ao pesquisador mostra uma primeira conclusão: os países mais famosos pela riqueza fazem parte desta lista. O impacto surge quando se coloca a segunda lista na comparação:

A amostra situada abaixo do índice 4, melhor dizendo, os países cujos habitantes recebem dos seus governantes uma ração de energia, menor do que 4 litros de energia ou de força, por dia, mostra claramente o que é ser sub-desenvolvido e porque se é sub-desenvolvido. Há parcimônia na distribuição da energia. O Brasil, a nossa principal preocupação neste trabalho, está destacado em vermelho, ocupa a 10ª colocação na ordem dos caudatários.

Vamos alinhar sem comentários algumas facetas das duas listas que chamam mais atenção.

      1. Na lista dos ricos só 2 são americanos, e do norte: Canadá e EUA. Na dos pobres, 9 são americanos
      2. 4 países não produzem uma gota de petróleo. Dois na lista rica, Luxemburgo e Hong Kong e dois na lista pobre, Paraguai e Haiti.
      3. Luxemburgo, que nada produz, tem qualidade de vida melhor que os grandes produtores de petróleo: EUA, Canadá, Arábia Saudita e Noruega.
      4. Em qualidade de vida o Brasil ganha do Gabão, Colômbia, Bolívia Haiti, Bangladesh e não tem nenhuma chance de aproximação dos países da primeira lista.
      5. Os pequenos produtores (abaixo de 11.000 bpd), aqueles que praticamente nada produzem contamos: Cingapura, Luxemburgo, Bélgica, Suíça, Korea do Sul, Finlândia, Taiwan, Hong Kong, Grécia, Suécia e Portugal. Notar que só fazem consumir petróleo. Seus consumos são altos se comparados aos da lista dos pobres, especialmente se comparados com o consumo do Brasil. A Suíça consome 4 vezes mais que o Brasil. Cingapura consome 16 vezes a ração do Brasil e cada habitante de Luxemburgo quase 12 vezes mais que qualquer brasileiro, enquanto americanos e os canadenses consomem ao redor de 6 vezes mais do que qualquer brasileiro.
      6. Compare-se o PIB dos países consumidores de petróleo com os países da lista pobre.
      7. Finalmente observe-se os dois grandes produtores americanos, um do norte México e um do sul, Venezuela. Produzem acima de 3 milhões de bpd e não passam de dois sub-desenvolvidos.

A conclusão para o pesquisador é muito simples e pode ser resumido em 3 casos:

      1. Para ser um país rico é condição sine qua, que se tenha um alto índice de consumo de petróleo possua-se ou não o insumo. Quem o tem, melhor, não precisa fazer nada, caso do Canadá, Arábia Saudita, Bahrain, Austrália, Noruega e Reino Unido.
      2. Quem não tem petróleo, para manter o status de rico tem de importar o produto como Cingapura, Luxemburgo, EUA, Hong Kong, Taiwan, Portugal, Grécia, Suécia e Japão.
      3. Quem não tem petróleo para seu consumo e não o importa, fica na categoria dos pobres como o Paraguai, o Haiti, Brasil, Angola, Argentina, Congo, Bangladesh.

Vamos analisar o caso do Brasil, que é o caso principal deste trabalho.
Estamos discutindo o caso de países que têm ou não tem petróleo. O Brasil tem muito petróleo quando comparado com seus próprios índices.

Explicando: A Estatal constantemente bate recordes de si mesma. Não é a marca do México ou do Iran e da Arábia Saudita, mas é o seu próprio recorde de produção, importante internamente ao Brasil, tanto tecnicamente para os dirigentes da Empresa, como politicamente para os governantes, políticos etc. também interessados nesses recordes. A situação econômica e o status social do Brasil não se alteram. Há outros recordes interessantes, manejados pela diretoria de propaganda da Empresa, apresentada como um campeonato que não se disputa, mas é disputado somente pela Petrobrás contra ela mesma. É o campeonato das “águas profundas”. São recordes memoráveis, deixando muitos brasileiros orgulhosos da sua empresa. Infelizmente tal produto, “águas profundas”, não entra em refinarias. Não é isso que se quer da empresa. Precisamos é de petróleo vindo de onde vier. O problema do poço ser construído em águas rasas ou profundas é um problema de economia interna da empresa. Os poços em águas profundas deveriam ser evitados ou proibidos pois são caríssimos. Se isso for inevitável, devia ser exigido que eles produzissem óleo. Furar em águas profundas um poço seco e abandonado, é caso de inquérito para apurar responsabilidades. O principal petróleo do Brasil fica na sua parte continental, onde os poços são baratos e ainda não foram experimentados pois não existem os mapas que mostrem isto.

Mas a Petrobrás progrediu muito em matéria de produção. Há 69 anos atrás (Fundação do CNP, o precursor da Petrobrás), não tínhamos quase nada e atualmente a Estatal consegue produzir 1.590.000 bpd, número que é uma boa amostra do potencial brasileiro. Apenas que é pouco para sustentar um gigante de 188.000.000 de habitantes. É pouco petróleo para muita gente. O consumo é baixíssimo. Popularizando a idéia do verbete baixíssimo, é como ter um elefante de estimação em casa e alimentá-lo com uma mamadeira por dia. Mesmo que o leite seja de altíssima qualidade, o elefante deverá sentir muita fome e deverá morrer de inanição. É exatamente o caso do Brasil. As condições sociais do gigante são perigosas. Vive-se no país uma guerra civil não declarada. Temos que construir mais e mais cadeias e mesmo apelando para o Exército Brasileiro, não há nenhuma luz no fim do túnel.

O mal do Brasil, não é a falta de educação. Não é da má índole do seu povo. É falta de trabalho para ele. Não há trabalho nem educação se não houver riqueza, dinheiro, que só vem se houver um consumo grande de energia do petróleo. Não é energia dos ventos, das ondas do mar, da cana de açúcar, dos “biocombustíveis”, do dendê e da mamona que tirarão o Brasil da lista dos pobres. Este tipo de combustível representa a mamadeira do elefante de estimação citado linhas atrás. Representa um milionésimo do combustível que o Brasil precisa para deslanchar o progresso abundante, e com este tipo de combustível, o país não irá a parte alguma. Somente os fazendeiros vibram com a notícia, a qual conservará o Brasil no estado de “país agrícola” do tempo do descobrimento. Até a diretoria da Estatal patrocina os fazendeiros que hão de tirar o Brasil do subdesenvolvimento e eles sorriem felizardos pela condição de salvadores da pátria. Ledo engano dos parceiros. O Brasil continuará onde está, com a sua população sofrendo os horrores do subdesenvolvimento: uma guerra civil não declarada, de brasileiros contra brasileiros. Há necessidade de se compreender a relação estreita, colada, entre a condição social do país (a superestrutura da sociedade) e o seu consumo de petróleo (que é a base e infraestrutura da mesma). Não são problemas individuais, não são separados. Eles são unidos UMBILICALMENTE UNIDOS.  (as letras maiúsculas em negrito são para dar o relevo na afirmação).


QUAL O CAMINHO PARA FACILITAR O CONSUMO DE PETRÓLEO.

É o mesmo caminho que se usa para baratear qualquer produto de consumo: baixar o preço do produto. O preço do combustível no Brasil é excessivamente caro, funcionando como um freio para o desenvolvimento do país. Tomando por base o preço da gasolina comum compra-se um litro de combustível por R$ 2,80 centavos. Nos EUA, em pleno inverno, o mesmo combustível custa R$ 1,53/litro ao cambio de 2.10 por dólar, incluídos os impostos. A diferença de custo é de R$ 1,27/litro de combustível.

O lucro da Petrobrás (R$ 25.000.000.000,00 em 2006) é construído com R$ 0,70/litro passando o restante do preço na forma de impostos para os cofres do governo. Logo, R$ 2,10 são impostos que o governo embolsa. Só a CIDE-Combustíveis (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) é de R$ 510,10/m3, a qual não tem outra finalidade senão de apertar cada vez mais o já apertado cinto daqueles que usam combustíveis, que é o povo inteiro. O interiorano, que mora lá no alto Amazonas ou o caboclo que se perde pelo interior do Brasil, paga tal emolumento, quando cozinha o seu feijão ou adquire uma passagem em um barco para fazer compras nos postos de vendas nas margens dos rios da Amazônia. Só a CIDE representa R$ 0,51/litro. Completa-se o quadro dos impostos com ICMS, IPI, etc, etc.

Um motivo não declarado dos altos impostos é manter o consumo baixo para os objetivos da Estatal. Baixando os preços o consumo vai subir e fica em xeque a decantada eficiência da Petrobrás que não vai conseguir a “auto-suficiência” prometida e nunca alcançada. Há interesses corporativos e políticos para manter o povo brasileiro na lista dos pobres.

Em resumo: Para facilitar o consumo dos combustíveis, há que se baixar os preços do consumo interno do país retirando impostos do governo. Entretanto esta medida é contra as conveniências políticas tanto da Empresa como do Governo, ficando um impasse. Quem sofre as conseqüências é o povo do Brasil.

Em virtude dessas circunstâncias, o Brasil jamais será auto-suficiente.

Auto-suficiente é qualquer dos países do primeiro grupo, ou seja, aquele povo que tem combustível à vontade e pode por isso ter uma vida com menos problemas sociais (analfabetismo, alta criminalidade, falta de educação, corrupção etc), basicamente porque, com combustíveis mais baratos, aumenta a possibilidade de empregos para a população quando a riqueza fica melhor distribuída.

O Brasil não tem petróleo suficiente e não importa o que lhe falta para tal. Não imita o Japão, os EUA, Taiwan, Luxemburgo etc. Também não há possibilidade da estatal e dos investidores particulares suprirem esta deficiência, especialmente por motivos técnicos. Ambos trabalham da mesma maneira técnica e o tempo de experimentação do método, longo que é (69 anos), já provou que não funciona. Ambos trabalham com informações geologicamente erradas! A estatal pode gastar muito dinheiro, desde que tem um mercado cativo de 188 milhões de pessoas a lhe comprar os produtos a cada vinte e quatro horas. Os investidores particulares, seguindo o mesmo caminho técnico, em breve deverão sair do mercado por falta de recursos. A primeira experiência, os “contratos de risco”, nos mesmos moldes feita em 1974, durante o governo militar, mostrou a prática desta política.

Auto-suficiência não é igualar a produção com o consumo, como foi passada a idéia durante a campanha política de 2006. É petróleo abundante para a população como em Cingapura, Canadá, EUA, e qualquer dos outros países do primeiro grupo.

Para ser auto-suficiente e passar para o primeiro grupo com índice mínimo, isto é, 4 haveria necessidade do Brasil consumir 4,73 milhões de bpd. Ainda não chegamos nem na metade do caminho, só consumimos 2,1 milhões de bpd e continuamos apenas com o orgulho de ter uma estatal que fura poços em águas profundas, patrocina clubes de futebol, clubes carnavalescos, salva da extinção as tartarugas do mar e outros projetos, no mínimo discutíveis, sob o ponto de vista econômico ou que tenham algum benefício para a população sem trabalho.

Para igualarmos a Espanha, precisaríamos consumir 7,32 milhóes de bpd e isso só nos sonhos seremos capazes de produzir. Nem pensar em igualar EUA, Canadá, Cingapura, Japão e outros índices acima de 6 na tabela do primeiro grupo.


COMO SE DISTRIBUI A RIQUEZA GERADA PELO PETRÓLEO.

Finalmente, como se faz a distribuição das riquezas geradas pelo petróleo?
A primeira maneira está descrita no capítulo passado. Barateando preços.

A segunda é copiando a atitude dos americanos no século XX. Furar poços a vontade por quem a isso se dedicar. Toda a riqueza americana da atualidade foi conseguida desta maneira. Em outra parte deste trabalho retratamos esse caráter da saga americana. Em busca do petróleo eles furavam poços naqueles lugares onde supunha haver a riqueza em baixo da terra. Não havia para eles nem o IBAMA, nem a ANP, e nem a Petrobrás a exigir-lhes documentos, papéis, depósitos em dinheiro antecipados, burocracia, lentidão governamental e outra mazelas que caracterizam o trabalho preliminar da perfuração de um poço de petróleo.

Sem estas características, os americanos bateram recordes fantásticos. Eram tantas as máquinas de perfuração em pleno trabalho que se as informações não fossem oficiais, seriam inacreditáveis. Na tabela da página (?) vê-se que os números de poços furados eram contados as dezenas/hora. Para que todas as máquinas pudessem trabalhar, havia necessidade de uma equipe de apoio especializado, que só quem passou por tal experiência pode avaliar. Cada campo de petróleo é o germe de uma cidade. Enquanto uma perfuratriz trabalha, há necessidade de pelo menos quatro equipes de permanente apoio técnico como engenheiros, geólogos, eletricistas, manobristas, mecânicos, pessoal de limpeza e manutenção. Para o apoio desses homens há que ter em permanente trabalho, dia e noite, cozinheiros, ajudantes, pessoal de hotel, motoristas, secretarias, hospedagem para todo o pessoal. As cidades, se existirem por perto se desenvolvem e crescem. Se não houver elas se criam e florescem dando trabalho abundante para todos. Elas têm de se ligar entre si e vem as estradas, a manutenção das mesmas, serviços que são feitos por equipes especializadas e com isso vem o progresso. Os acidentes, coisa comum em trabalhos de pesquisa de petróleo, têm de ser atendidas em hospitais na vizinhança dos campos. Serão precisos médicos, enfermeiros, manutenção de instrumentos médicos de emergência e toda uma equipe de saúde e recuperação dos acidentados e muitas outras coisas que se tornam fastidiosas enumerar, mas são fáceis de imaginar. Assim se fez o progresso e a distribuição da riqueza especificamente dos americanos. Hoje eles têm dinheiro e podem importar o número de barris que precisarem, ao preço do dia, sustentando um alto padrão de riqueza como evidente por si mesmo. Podem inclusive, embora seja lamentável e reprovável, ir buscar petróleo onde ele estiver, apoiados na maior máquina de fazer guerra, como é óbvio nos dias que correm. São oito esquadras inatacáveis, os aviões mais poderosos já construídos, homens a vontade com pleno abastecimento em armas e alimentos. Tudo movido a ondas de petróleo!

Toda a sumária descrição nos deixa boquiabertos, especialmente por não poder chegar a tal status. Os órgãos do governo, colocados no alto de postos burocráticos impedem que se possa agir. O IBAMA  e a sua preocupação com araras e macacos, todos em “extinção”, seguido da ANP e suas exigências impeditivas para os investidores nacionais e internacionais, vendendo poços antigos já usados pela estatal em estado lamentável de funcionamento, pelo preço de jóias da coroa e exigindo dinheiro em depósito antecipado para extrair o que a estatal não conseguiu, são mais alguns fatores que atravancam encontrar-se o petróleo que estamos precisando para caminhar para frente e dar ao povo brasileiro o que ele precisa: Petróleo.

Visão Geológica do Corona Vírus

 

O QUE É O CORONA VIRUS.
DE ONDE ELE VEM?
COMO TRATÁ-LO.


INTRODUCÃO

Nos meses de março/abril surgiu no globo uma “nova doença” apelidada de “corona vírus” devido a semelhança formal entre o vírus e uma coroa real como observado aos microscópios dos cientistas chineses, segundo alguns, o lugar do seu primeiro aparecimento. O assunto tomou conta da imprensa falada, escrita, televisada e telefonizada. Esta última, uma espécie de denominador comum, básico, para os meios de comunicação “superiores”. Atualmente o telefone é a máquina centralizadora de todo o processo de difusão de novidades ao redor do globo. Ele é a base, o berço, fonte, apoio, origem e outros sinônimos de todas as novidades, sejam elas boas ou ruins.

O telefone não é o culpado. A culpa é de quem os manipula, os chamados repórteres que exercem a parte mais “dura” da profissão de jornalista: a busca de novidades e de notícias para criar nome ou fama. Um fato qualquer, simples que seja é apresentado de tal maneira que cause impacto na sociedade em que vivem, e se transformem em dramas, quando aparecem novidades de mistura com “fake news” projetando o nome do repórter. Exemplo do que queremos dizer é o aparecimento do surto que ficou conhecido como “corona vírus”. Pouco importa o maior ou menor conhecimento que o repórter e o publico tenha do assunto. Vale o entusiasmo como ele se refere ao mesmo, seja o atropelamento de um transeunte, uma briga de rua ou a ocorrência de uma doença desconhecida como no caso presente. Queremos dizer que, há um problema grave e desconhecido sendo tratado por pessoas sem o necessário gabarito para fazê-lo. É mais fácil infundir o pânico que traz a fama e consagração.


O QUE É O VIRUS

O aparecimento da doença no planeta, é um fato comum e muito frequente e, é em si mesmo a resposta a uma das perguntas transcendentais [1] exclusivamente, para o gênero humano.

Este vírus, e qualquer um outro do passado (chicungunha, vaca louca etc.) constitui uma das etapas do aparecimento do fenômeno da vida sobre o planeta. É o mecanismo que origina a vida no planeta, um tema pesquisado por cientistas famosos e, ate passado recente, sem resposta, isto é, sem solução.

Todas os objetos de origem orgânica [2] existentes sobre a Terra, absolutamente todos, são o resultado do mesmo fenômeno chamado generalizadamente de sedimentação da atmosfera. Animais e florestas tem a mesma origem, apenas que os humanos desconhecem o processo genético do fenômeno e, em virtude desse desconhecimento, adubado pelo fenômeno comentado no primeiro período deste trabalho (propagação da notícia pelos repórteres), aparece o medo de que isso cause uma hecatombe que venha a provocar o desaparecimento da própria humanidade.


A SEDIMENTAÇÃO DA ATMOSFERA

A sedimentação é o fenômeno importante e básico para se compreender o aspecto atual da paisagem terrestre.

A sedimentação da atmosfera resulta da propriedade que tem alguns elementos da natureza frente a energia do Sol, de se unirem em cadeias infinitas. Ao fenômeno dá-se o nome de catenação e entre os elementos que se distinguem no processo conta-se o carbono.

Antes de se unirem os átomos de carbono e hidrogênio são dois elementos da natureza. Depois que se unem (fenômeno da fotossíntese), já portadores da energia do Sol (função clorofiliana), conservam na sua estrutura a energia que os uniu e passam a categoria de seres vivos com capacidade de se alimentar, crescer e se reproduzir. Essa é a origem da vida, quando, ao fim, aparecem, primeiro os vegetais e posteriormente os animais dentro do processo contínuo/evolutivo que chegou ate os dias de hoje sem interrupção.

As novas cargas de fórmulas químicas, chamadas atualmente de vírus, micróbios, miasmas e outros nomes, são as novas formas de vida originadas na fotossíntese que, não tendo como se alimentar (não realizam fotossíntese) procuram alimento parasitando animais e vegetais anteriormente sedimentados quando são chamados de doenças, viroses, pragas inclusive vírus corona etc.

O fenômeno é constante e permanente segundo uma condição: a existência do gás carbônico original no início do processo.

Essas fórmulas químicas descem da atmosfera para a litosfera devido ao peso da sua massa segundo a gravidade, caem aleatoriamente sobre qualquer área ou objetos preexistentes no globo terrestre. Em linguagem geológica diz-se que tal doença se deve a sedimentação da atmosfera e que ela, a sedimentação, é inevitável e constante, surgindo dai entre a humanidade, as diversas doenças, e uma miríade de outros males vulgarmente  chamados de “panos brancos”, “panos pretos”, manchas da pele em geral, verrugas, canceres de pele, lepra ou hanseníase e outras conhecidas das áreas medicas que cuidam disso especificamente (zica, dengue, gripe H1N1, febre amarela, impaludismo, maleita, terçã maligna, quartã, peste bubônica, gripe espanhola, varíola etc.)

Muitas dessas pragas em passado longínquo ficaram desconhecidas pela falta de registro. Não havia imprensa e nem pensar em telefones e repórteres. Algum ataque viral ficou na história pelo número de vítimas que causou. Não havia remédios, farmácias e mesmo pesquisadores. Tais exemplos mostram também que as doenças ou os surtos são inevitáveis e imprevisíveis, desde que os reagentes são componentes da atmosfera do globo e a energia necessária para a catenação é a infinita função solar.

A espécie humana, a mais preocupada, nada pode fazer contra a sedimentação da atmosfera. Elas são invisíveis e só se manifestam depois de instaladas.  O que deve ser feito depois da ocorrência de casos das doenças, é procurar nos laboratórios, por vacinas que neutralizem os efeitos viróticos que são, naturalmente, novas fórmulas químicas, muitas vezes achadas nos laboratórios dos pesquisadores terrestres.


POPULARIZANDO A COMPREENSÃO DO FENÔMENO

Um fenômeno semelhante aos surtos viróticos, que ajudam a compreensão dele (por serem visíveis) são as chuvas, outro fenômeno dependente da insolação. A chuva é constante sobre a superfície da Terra, mas, não cai no mesmo lugar. Ela molha diversas áreas do globo ao mesmo tempo e quem estiver debaixo de uma dessas nuvens, certamente vai se molhar. Da mesma maneira, as sedimentações atmosféricas caem em lugares erráticos e em alguns deles, passa desapercebido porque não contaminam animais e vegetais e desaparecem como apareceram, anonimamente. Em outras ocasiões, como agora, caem sobre alguns lugares populosos como Wuhan na China, Milão e Bergamo na Itália. Em seguida se espalham horizontalmente devido à atual facilidade dos meios de transportes e a maior população global existente. De outro lado os índices cada vez menores de gás carbônico na atmosfera (atualmente ao redor de 0,03%), diminuem consideravelmente a possibilidade de sedimentações mais pesadas e perigosas, diminuindo consideravelmente o risco de novas viroses.


PROVIDENCIAS CONTRA A SEDIMENTAÇÃO

Não há nenhuma providência que possa ser tomada contra o ataque dos micróbios. Por isso também não se pode tomar providencias contra algo que ainda não apareceu. Segundo o mecanismo das sedimentações atmosféricas descritas acima, não há meios de evitar a mesma. As pessoas contaminadas ou afetadas pelo fenômeno só apresentam sintomas depois do vírus estar instalado na fase de crescimento quando o portador dele sente os sintomas de febre e outras alterações e a doença passa a fase do espalhamento horizontal. Tal paciente deve ser retirado da circulação e tratado convenientemente por médicos especializados.

Recomendações de “ficar em casa” é uma maneira amadora de facilitar o espalhamento da doença pois a contaminação acontece mais eficientemente entre familiares. Qualquer pessoa contaminada é um transmissor e o vírus desconhece laços familiares.

Ter em mente que a virose quando chega a superfície do globo se apresenta em forma de gás mais denso que os outros componentes do ar atmosférico (nitrogênio, oxigênio, gas carbônico e gás de água). Usar máscaras de tecido para evitar um gás, é o mesmo que “tapar o Sol com uma peneira” como se diz popularmente. Gasta-se muito dinheiros com uma providência inadequada e tola.

Guardar distancias (2, 3 ou 5 metros segundo palpites) entre pessoas é outra providencia ingênua. O vírus vem misturados aos gases naturais da atmosfera e por isso não há como detê-los guardando distancias maiores ou menores entre portadores.

O alarme contra qualquer vírus deve ser dado imediatamente após o aparecimento da sua primeira vítima o que não foi feito no caso atual do corona. Que se saiba, no atual surto virótico foi feito exatamente ao contrário: seu aparecimento foi acobertado por autoridades sanitárias na origem do acontecimento, ato que pode ser chamado de criminoso.


PREVISÃO

A sedimentação da atmosfera é um fato geológico constante, irrecorrível, imprevisível e novos surtos vão acontecer contaminando vegetais e animais, inclusive os humanos. Os que aparecerem deverão ser identificados para serem estudados com finalidade de criar vacinas antibióticas especificas. As vítimas deverão ser isoladas e tratadas convenientemente.

Geólogo Anderson Caio

Em Salvador, BA, abril/2020

 

[1] As perguntas transcendentais são: “De onde viemos? quem nos colocou aqui? Para onde iremos depois da morte?

[2] Os objetos existentes na Terra são de duas origens: origem mineral, a quase totalidade (99,99%) e origem orgânica (0,01%).

volta

A Tragédia de Brumadinho vista de outro ângulo.

Geologicamente falando, as providencias das autoridades responsáveis pelo assunto estão mal aconselhados e na contramão do que deve ser feito.

Precisamos ter em mente que o importante do panorama da tragédia não são os habitantes e comerciantes da região. O importante é a mina e seus produtos. É a mina que gera empregos, negócios em todos os níveis e desenvolve a região. Em torno dela é que gravitam os outros negócios. Não se pode “matar” a mina pois, quem perde é o Brasil inteiro.


O que faltou em Brumadinho e em toda parte onde se repete a paisagem exploratória, seja de minérios ou de petróleo, é um planejamento adequado a ser feito de acordo com a natureza e não com sentimentos humanos, de modo geral baseados em lendas e tradições de origens religiosas que se traduzem em ignorância.


Nada do que aconteceu teria acontecido se os responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho minerário soubessem de um detalhe geológico simples, mas importantíssimo: tudo o que se faz ou se produz sobre os continentes, cedo ou tarde, vai para dentro do mar, exatamente através das águas dos rios. Isto quer dizer que NÃO se pode parar um rio em qualquer parte dos continentes em todo o globo terrestre. Ele tem de chegar ao mar.


A indústria mineraria que se prática na área em evidência (Brumadinho), requer o uso da água e essa água, suja ou limpa, tem de chegar ao mar. A solução do problema é NÃO BARRAR A ÁGUA DA LAVAGEM DA MINERAÇÃO! Deixa-la seguir seu caminho para o mar pela via da drenagem natural ate se depositar no mar. Se for feita a barragem da água, ela chegara ao mar, da mesma maneira, apenas que pela via do desastre que ocorreu. Quantas barragens houverem na região das minerações, tantos desastres irão acontecer.


Estamos tratando de um problema geológico sem saber Geologia. A solução dada por ambientalistas e ecologistas como se intitulam pessoas que cuidam do mesmo assunto, sem conhecer processos de sedimentação, gera desastres como em Mariana e Brumadinho.


O importante do problema é que as companhias que beneficiam o minério não podem ser penalizadas porque algumas pessoas se sentem mal diante do que ela faz. Ela, a companhia, é que gera empregos, movimenta a economia, expande o progresso, moderniza a vida social da região e principalmente, paga impostos ao governo para melhorar a educação, e o status social da nação. Não há nenhum prejuízo social ou ambiental se o assunto for gerido por geólogos e não por amadores.


Finalmente, esta ideia (drenagem lenta) deve ser aplicada às outras barragens existentes nesta e em outras regiões, para evitar novas cenas lamentáveis, apenas porque se desconhecem os processos da natureza.

Aquecimento Global

Para um geólogo que conheça a evolução e desenvolvimento do globo terrestre ao longo da sua história fica estranho o assunto em pauta. Não há nenhum aquecimento global ocorrendo ou por ocorrer. Há, isso sim, desconhecimento do assunto, o que não é nenhuma novidade. As pessoas que disso cuidam, nota-se, não tem intimidade, mínima que seja, sobre o globo e seu funcionamento.

O assunto do “aquecimento global” apareceu na literatura cientifica a partir de “sentimentos” individuais relativas a ambientes restrito, onde, de fato, as temperaturas variam como é notório a qualquer tempo que possam as temperaturas serem medidas. O que não há é “aquecimento global”.

Não há aquecimento global, mínimo que seja, por motivo singelo: não existe mecanismo para materialização do fenômeno. A fonte de aquecimento da Terra é o Sol e nada indica que ele esteja brilhando mais do que sempre brilhou.

Dissemos acima, a fonte de aquecimento do globo terrestre é o Sol. A temperatura da superfície do planeta varia (mas não aumenta!), em função dos seguintes fatores inerentes ao próprio globo, conhecidos por qualquer estudante de Geologia: 

  1. Os dois principais movimentos do globo no espaço;
  2. A inclinação do eixo de rotação do planeta;
  3. A curvatura da esfera do globo;
  4. A geografia da superfície da Terra.

Nenhum desses fatores pode ser modificado de maneira a aumentar ou diminuir o aquecimento do planeta. Principalmente pela interferência humana que é um fator meramente religioso.

CONSEQUÊNCIAS

O Brasil está quase em guerra com outros povos do mundo por ser culpado do inexistente aquecimento global da Terra e e do desmatamento da Amazônia, e tais crendices, se refletem na economia, particularmente a brasileira. Veja estas figuraspara entender o que é aquecimento e porque a temperatura da Terra varia.

Petróleo X Ecologia

As discussões sobre o aproveitamento do petróleo como fonte de energia são antigas, e em virtude do desconhecimento do assunto é natural que surjam especulações. Alguns o dizem poluente e a maioria teme pelo seu desaparecimento da face da Terra.

Podemos datar o ano de 1859 como o inicio da era do petróleo, quando foi furado o poço do Cel. Drake em Titusville, nos Estados Unidos. De lá pra cá, 160 anos atrás, o petróleo se tornou um produto indispensável para a humanidade.

Todos, absolutamente todos os humanos, inclusive os que o combatem, precisam de petróleo direta e indiretamente. Depende-se dele mesmo quando estamos dormindo, e muito mais quando estamos acordados.

Antes, mas principalmente depois da II Guerra mundial (1939/45), o desenvolvimento do mundo moderno é um fruto direto do petróleo. Entretanto, à medida que nos acostumamos com ele, e todos os seus derivados, no nosso dia a dia, a importância do petróleo banalizou-se a tal ponto que as pessoas que o usam não percebem o elo que as liga.


Admiramos os carros expostos em famosos salões de automóveis, ficando impressionados com a sua arquitetura, conforto, beleza e a velocidade que eles podem alcançar; sem lembrar que esses carros só se movem se houver combustível no seu tanque. A segurança e o conforto dos transportes aéreos ou os luxuosos transatlânticos de turismo ficariam parados sem a queima de muito petróleo, sem falar no desastre que seria a falta de petróleo para a ação dos grandes exércitos ou armadas nos campos de batalha. Evidente, que o desprezo pelo petróleo é atitude de pessoas despreparadas ou desconhecedores do assunto.

Há necessidade de saber, que o petróleo é o combustível da humanidade por afinidade de origem, e disso não podemos escapar. É problema genético. Entre nós e o petróleo a diferença é de status. Os animais, inclusive o homem, e vegetais de hoje são o petróleo do futuro, e o petróleo que usamos no momento são animais e as plantas do passado. Todos, animais e vegetais, são a energia do Sol em forma tridimensional, sólida, via fotossíntese enquanto o petróleo é o mundo orgânico o qual se transformou em lixo e foi levado às bacias de sedimentação e lá transformado em fluido.

 Os seres que ainda estão na superfície do globo usam exatamente a mesma energia da qual são formados e por isso não podem escapar de usar o petróleo como combustível. De fato, toda a indústria e o lazer dos humanos giram ao redor do petróleo. Não é possível, apenas pelo desconhecimento do assunto adotar atitudes tolas e tangentes à loucura, quando se quer evitar uma tolice como é o chamado “efeito estufa”, uma crença de ambientalistas. Não se pode exigir que os homens públicos sejam cultos até ao ponto de saber o que é o petróleo e qual a sua relação com o meio ambiente. Entretanto, agora chegamos ao ponto da paranoia ambiental, querendo uma regressão ao tempo da idade média, quando não existia nada do que conhecemos hoje. Não há qualquer possibilidade de volta ao passado do ponto aonde chegamos a despeito do peso de qualquer campanha que se faça naquela direção.

 O mundo se divide em duas partes sociais: o mundo dos ricos, em menor número; e o mundo dos pobres, o da maioria. Afirmamos nós, que esta divisão se dá como consequência do uso do petróleo. Os que usam grandes quantidades de petróleo em suas refinarias e parques industriais são chamados de “industrializados” ou ricos. Os que usam pouco petróleo, mesmo sendo da OPEP, são os chamados subdesenvolvidos ou pobres. Os países industrializados são os povos que frequentam os salões de Davos. Os subdesenvolvidos se reúnem em outras cidades para protestar contra os líderes do mundo. Aqueles querem mais desenvolvimento, quer dizer, mais segurança, conforto e lazer. Os outros querem permanecer na natureza primitiva. São as duas vertentes do momento que retratam perfeitamente o que vai pelo mundo em função de um boato ou crença: “o petróleo é nocivo ao meio ambiente”.

Há muito tempo, a riqueza era representada pela vastidão das terras sob domínio de um senhor ou de uma nação. Em seguida vieram os donos das minas de ouro, prata etc. Atualmente é rico quem usa ou domina o petróleo. Mas ninguém carregava ouro no passado, e nem pode carregar petróleo na presente era. A maneira prática de manusear a riqueza foi inventar o dinheiro. Atualmente o dinheiro corre na mão dos povos que têm petróleo.

É fato notório, que os Estados Unidos são um país rico bem como a União Europeia. Os povos subdesenvolvidos ou pobres vivem tentando migrar para essas regiões. Atualmente testemunhamos o que se passa com os povos africanos relativo à Europa. Todos são atraídos pelas possibilidades de trabalho, educação, etc. Qual o segredo dos americanos? É o mesmo segredo dos europeus de um modo geral, sejam alemães, franceses, italianos, ingleses, noruegueses etc. Eles usam muito petróleo na sua vida diária, e a riqueza surge como consequência. A riqueza é o petróleo para lá canalizado e transformado em dinheiro distribuído entre a população na forma de emprego e renda. A comparação é pertinente com o exemplo dos automóveis mencionado anteriormente. Sem o combustível no seu tanque, não se moverá do lugar. Países desenvolvidos não o seriam sem petróleo. Em outras palavras, sem petróleo não existe desenvolvimento. Vamos guardar este ponto e estudar outro.

Segundo as tradições bíblicas o homem foi amaldiçoado por ter comido o fruto proibido e entre outros castigos veio o versículo:

“…do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que retornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó e ao pó tornarás.” (Bíblia Sagrada. Gênesis cap.3 v.19 ).

O relato acima é exemplo do caminho percorrido pela ciência. A criação do homem e dos outros animais foi feita por uma criatura superior a eles, segundo a ciência praticada naquele tempo, aproximadamente 14 mil anos atrás. Era a ciência daquele tempo, exercida pelos sábios daquele tempo. Foi uma verdade ao seu tempo, hoje não é mais. Equivale ao geocentrismo, antes de Copérnico.


Deste modo, podemos afirmar, que o trecho bíblico “…és pó e ao pó retornarás…” é uma crença antiga. O homem como os outros animais e os vegetais, é o gás carbônico da atmosfera transformado pela força do Sol, como ilustra o Ciclo da Energia na Terra. Quando morre volta à condição original, isto é, volta à condição de hidrocarbonetos, ou mais precisamente, volta à condição de petróleo.

A ideia de que somos pó e o desconhecimento do detalhe sobre a origem do homem encoraja os desconhecedores de assuntos geológicos a proclamarem que o CO2 é um gás poluidor, e a promoverem congressos mundiais para condenarem o gás, carbônico, “o gás da vida”, como intitulado neste trabalho.

Vamos alargar o nosso raciocínio insistindo em um ponto fundamental: todos os fenômenos físicos, químicos ou biológicos têm uma explicação somente, e todos são ligados pela sua gênese. Elucidemos: os homens, os animais, os vegetais, as chuvas, os tremores de terra, o desenvolvimento da civilização com suas máquinas formidáveis, a existência do petróleo e seus usos, o giro da Terra, as estações do ano, os dias e as noites têm uma só origem, uma só explicação, a qual preside todos os movimentos mencionados anteriormente: a força da gravidade. Só há um caminho para chegar a esta conclusão: o estudo ordenado dos fenômenos, que frequentemente chamamos de estudo estratigráfico.

Unindo agora os dois assuntos anteriores, aparentemente desconexos:
Vimos duas vertentes do pensamento sobre a origem do homem e da sua natureza. A vertente religiosa, seguida pela maioria da população, representada pelos seguidores do “combate” ao gás carbônico, e a vertente de poucos geólogos que têm posição oposta.

Qualquer análise, que seja feita sobre a composição do ar atmosférico indica quanto o nitrogênio é abundante: 78% do volume de qualquer amostra e não é importante para as nossas necessidades. Enquanto o oxigênio representa 21% no volume das amostras. Do restante, 1%, apenas 0,032% é de gás carbônico, “o poluidor”, uma espécie de “gás bandido” para os radicais. Neste ponto aparece o segundo questionamento, também científico.

Os cientistas religiosos afirmam que o gás carbônico está aumentando de volume em virtude da queima do petróleo nos motores de automóveis, fábricas e usinas de força, com isso contribuindo para aumentar o índice do “gás do efeito estufa” e piorando as condições atmosféricas. Este raciocínio move a campanha dos cientistas religiosos e por fim, provoca as COPES.

Tudo isso é completamente contrário sobre o que diz o estudo estratigráfico do planeta. O gás carbônico, atualmente em quantidade mínima na atmosfera NÃO ESTÁ crescendo em volume, mas sim diminuindo cada vez mais, tendendo a zero no final do processo. Por que tende a zero? Porque o gás carbônico é a matéria-prima do processo vital, é a matéria-prima da vida e sua continuidade no planeta pelo fenômeno da fotossíntese. Enfatizemos o processo: há, em pleno funcionamento o Ciclo da Energia, que se inicia com a fotossíntese, o processo fixador da energia, e termina com a liberação dos componentes da materialização da energia, CO2 e água.

Completando o raciocínio: o “efeito estufa” é uma ideia de cientistas religiosos, que entendem a natureza segundo princípios bíblicos. A geologia é uma ciência cujos princípios são baseados na matéria encerrada no globo. É uma ciência materialista.

Não há aumento de teor do gás carbônico na atmosfera! Ao contrário, o seu stock está chegando ao fim, como ilustrado na curva da fotossíntese, e no fenômeno da desertificação do planeta. Tal processo, da desertificação, é a evidencia de que o gás carbônico está em estoque decrescente. Já começou há muito tempo a falta de alimento para os vegetais.

Quase todo o volume de gás carbônico existente ao início da história geológica está estocado na subsuperfície do planeta na forma de petróleo.
No início, as florestas cobriram o globo inteiro de vegetais, quando a cor verde dominou a paisagem e, a determinado ponto do processo, quando a atmosfera estava bastante oxigenada, surgiram os animais. Neste ponto, devido à grande quantidade de animais e vegetais consumidores de gás carbônico na forma de matéria orgânica tem início o processo da desertificação do globo até o ponto atual. Com mais clareza, os desertos são a consequência direta da falta do único alimento para os vegetais, o gás carbônico, em processo irreversível. A tendência é a expansão dos desertos e retração das áreas verdes do globo até o limite final.

A paisagem final é um planeta a girar em sua órbita, desértico, com paisagem marciana, sem qualquer sinal de vida tanto na terra como nas águas e no ar, com os reservatórios da subsuperfície abarrotados de petróleo. Cessa o processo fotossintético. A atmosfera do planeta se resume a 100% de nitrogênio colado na superfície do globo e a estratosfera formada de puro oxigênio.

Quanto tempo levará para chegar ao estágio descrito acima é imprevisível porque, no presente, há uma compensação dada exatamente pelos países atualmente considerados “inimigos da humanidade”, os quais queimam muito petróleo para sustentar o status de país desenvolvido.

Vejamos duas notícias atuais, de 22-02-2016, publicadas em um importante jornal brasileiro para demonstrar nossa tese:

http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,elevacao-dos-oceanos-no-seculo-20-foi-a-maior-em-3-mil-anos–diz-estudo,1835383
http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,queimar-todo-combustivel-fossil-disponivel-elevaria-nivel-do-mar-em-60-metros,1760824

Depreendem-se da leitura das notícias, que seus autores são cientistas bem intencionados, mas têm mais interesse em alertar seus leitores contra o uso do petróleo como combustível do que informar objetivamente fatos da natureza da Terra.Quem conhece a ciência geológica sabe que:

  1. O aquecimento global é uma teoria vaga criada por cientistas religiosos, sem base em fatos.
  2. Não se fazem medidas tanto do nível como do volume da água do mar, principalmente em centímetros. É uma impossibilidade geológica.
  3. Não se mede a temperatura do planeta. Estima-se seu grau de energia.
  4. Não há possibilidade de queimar todo o petróleo existente nos reservatórios da Terra.
  5. Não há qualquer possibilidade de um “efeito estufa” provocado pela quantidade de gás carbônico existente na atmosfera da Terra.
  6. O percentual de gás carbônico está diminuindo e não crescendo como pensam os ecologistas sem conhecimento da estratigrafia.
  7. O uso da matemática e seus diversos ramos como, por exemplo, a estatística, não tem qualquer aplicação em estudos geológicos, e quando aplicados causam sérios prejuízos.
  8. Não é o nível do mar que aumenta. Os continentes é que se movem. A costa brasileira está afundando, e a plataforma continental é prova disso. O volume de água no globo é FIXO.

Para compreender os fenômenos geológicos é indispensável o conhecimento da estratigrafia e da História da Terra, ao longo do tempo geológico.

CONCLUSÃO.

A situação da ciência atual não é nova no mundo da ciência. Copérnico (1473-1543), no episódio da troca da crença geocêntrica pela teoria heliocêntrica; Alfred Wegener (1880-1930) quando tentou, sem êxito, mostrar aos geofísicos do século passado que existiam os movimentos tangenciais na periferia do globo, ou Lavoisier (1743-1794) quando desmontou a teoria do flogisto, mostrando o papel do oxigênio no processo da combustão, são exemplos da atual situação. Seus contemporâneos supunham professar os conceitos vigentes em cada época como os mais corretos, e tiveram de se conformar que as diversas situações eram, de fato, equivocadas.

Não há nenhum aquecimento global fora do normal resultante da insolação na superfície do globo, especialmente, como se proclama, provocado pelas emissões de gás carbônico. Nem ao menos há gás carbônico bastante para satisfazer a população vegetal do planeta, quanto mais, e especialmente, para provocar o proclamado “efeito estufa”.

Não se pode pensar em um “reflorestamento” dos desertos por impossibilidade geológica, mas é possível diminuir a velocidade da desertificação do planeta aumentando o teor do gás carbônico na troposfera usando mais combustíveis fósseis, ao contrário da crença “ambientalista” tendente a diminuir o uso do petróleo. Os “ambientalistas”, sem saber o que é e como funciona o ambiente onde vivem prejudicam aquilo que querem cuidar. Jogam contra o ambiente. Uma contradição e uma ironia!

Petróleo para Políticos e Jornalistas.

Apesar de ser a substância mais usada no mundo atual, o petróleo foi e é um assunto misterioso, não só entre acadêmicos e cientistas, mas entre políticos e jornalistas.  

Depois que o petróleo sai do poço segue para as refinarias, a partir daí entra a engenharia petroquímica e os produtos industriais que serão usados por toda a humanidade. Mas o que é o petróleo? Como ele se forma e se acumula? O que governa a sua abundância ou raridade? Por que só rochas sedimentares podem acumular petróleo?

Conhecendo as respostas das perguntas acima os formadores de opinião (jornalistas) e fazedores de leis (políticos) dominarão o assunto e conseguirão transmiti-lo ao povo dentro da simplicidade da ciência conhecida.

O que vai se ler é uma condensação do resultado de pesquisa realizada nos arquivos técnicos da Petrobras, que é a história da exploração do petróleo dentro da própria empresa, e será contada com auxílio de links para a parte científica da pesquisa e ser consultada pelo leitor.

A pesquisa indica um novo caminho para a pesquisa do petróleo. Nesse estudo observou-se um erro de ordem científica nos relatórios paleontológicos. A Paleontologia era uma técnica destinada a ajudar os geólogos encarregados das perfurações nas pesquisas da subsuperfície da Bacia do Recôncavo para determinar a formação produtora dos hidrocarbonetos.

A pesquisa indicou que há erros que precisam ser corrigidos, do que resultarão novas ideias sobre a técnica de buscar-se os hidrocarbonetos. Essa nova forma de pesquisar e explorar o petróleo indica novos rumos para colocar o Brasil nos trilhos. É a contribuição da ciência geológica para a política e o desenvolvimento.

O petróleo é, sem dúvida, o assunto mais importante para ser discutido no Brasil do presente, pois nossos problemas sociais estão ligados a ele. Estamos em um ponto crucial da vida política do país e não podemos perder a oportunidade. Entretanto, o assunto nem ao menos começou a ser ventilado no novo governo. As pessoas da cena técnica não gostam dessa discussão, e os da cena política ainda não priorizaram o assunto. Diante desse quadro compete-nos provocar a discussão.

Seguir conceitos e definições de fontes tradicionais é permanecer com ideias defasadas, antiquadas e principalmente erradas sobre o assunto. Esses conceitos originaram-se entre os pioneiros do estudo do petróleo que, a princípio, se interessavam apenas pela obtenção do mesmo. Por ser o produto industrial mais usado no mundo moderno e devido a facilidade de encontrá-lo em qualquer latitude ou longitude, a busca da sua origem e ocorrência se tornaram pouco importantes diante do seu uso. 

Baseados em um boato do século passado (“o petróleo vai acabar”), os “donos” das grandes minas no Oriente Médio fundaram a OPEP em 1960, e em seguida elevaram artificialmente os preços do produto a alturas nunca vistas, ou seja, contrariando uma regra econômico /comercial conhecida de todos: a raridade ou a dificuldade de obter determinado  produto (qualquer um!) eleva o seu preço, enquanto a abundancia reduz seu preço. Quando se proclamou aquela “verdade” – o petróleo vai acabar – estávamos no meio do século passado, e o mundo já consumia aproximadamente 70 milhões de barris de petróleo por dia (bpd). Atualmente estamos consumindo algo parecido com 90/95 milhões de bpd, e o petróleo continua a fluir fácil e abundantemente das bacias tradicionais e novas bacias. 

O preço do produto é que está artificialmente elevado demais, apenas para beneficiar os supostos “donos” do mesmo. Os cálculos sobre as reservas de petróleo existentes no globo são meros palpites, pois sem conhecer a gênese do petróleo é impossível dizer ou fazer cálculos sobre as reservas da subsuperfície do planeta. No Brasil, as reservas ainda mal foram tocadas, seu potencial é incalculável. A nossa Estatal encarregada de pesquisar e produzir petróleo não tem número de sondas necessário para furar milhares (1000, 2000, …) de poços/dia (em torno de 50 dólares/bbl). 

O QUE É O PETRÓLEO 

Embora seja o produto mais usado entre os humanos, a maioria dos profissionais do petróleo não sabe o que é isso, ou seja não sabe o que é o petróleo. Uns dizem que é produto dos animais do passado, outros que ele nasce de folhelhos pretos, ou ainda os que imaginam que o petróleo se forma a partir do magma do interior do globo. A definição atual diz:

Petróleo é a energia do Sol armazenada em reservatórios geológicos na subsuperfície, como resultado da fotossíntese”. (leia aqui)

ABUNDÂNCIA OU RARIDADE DO PETRÓLEO

Outra novidade da pesquisa: não há meios nem modos de acabar com a quantidade de petróleo armazenada nas rochas da subsuperfície do globo, especialmente porque tal insumo se renova constantemente ao longo do tempo geológico, diferentemente do tempo humano, e por isso ele pode ser usado à vontade, com muitas vantagens para a humanidade, que serão vistas adiante. 

RELAÇÃO IDH/PETRÓLEO

Verifica-se por simples comparação que, quanto maior a quantidade de petróleo consumida por determinada população maior a sua classificação civilizatória (IDH). Em outras palavras, o grau de desenvolvimento de determinada população é diretamente proporcional a quantidade de petróleo consumida por ela. Ver tabela a seguir, construída com dados de órgãos oficiais a qual será estudada posteriormente.

RELAÇÃO PIB/PETRÓLEO


Ainda por comparação, também, fica evidente na mesma tabela, que quanto maior o uso do petróleo, maior e melhor é a classificação do produto interno bruto – o PIB. O PIB, neste caso é uma dependência da quantidade de ENERGIA consumida pelo país em estudo. Observação importante: não é a PRODUÇÃO DE PETRÓLEO que contribui para o desenvolvimento de um povo, É O CONSUMO!!!

Diante dessas evidencias, deste ponto em diante substituiremos o PIB (valor subjetivo, calculo complicado), e o IDH pelo Índice LHD – litros de petróleo/habitante/dia (valor objetivo) por uma razaosimples: é mais fácil de calcular, e os fatores que entram para o cálculo são objetivos. O Índice LHD É UMA FUNÇÃO DO MAIOR OU MENOR CONSUMO DE ENERGIA pelo povo sob estudo, isto é, maior o LHD (nosso índice) resulta maior PIB e correspondente maior IDH.

Por isso, deste ponto em diante usaremos apenas o índice LHD o qual é obtido pela divisão dos números da 4ª pela 5ª colunas obtendo-se a 6ª coluna que é o LHD procurado que corresponde aos outros dois índices (PIB e IDH).

A conclusão é uma novidade cientifica:


Para que se obtenha um valor de alto LHD (alto PIB ou IDH) ou de alto padrão de vida se faz necessário um alto consumo de combustível (petróleo), e para isso só existe um caminho: forçar um alto consumo de combustíveis baixando o preço dos mesmos. No Brasil o procedimento está no caminho oposto: aumenta-se o preço do combustível para reduzir o consumo, forçando para baixo a atividade econômica. Aqui se faz uma política de contenção do consumo via preços altos, para facilitar lucros para a estatal. Há que se baixar o preço dos combustíveis para provocar o seu uso e, consequentemente, que haja desenvolvimento do país pela criação de novas atividades econômicas de qualquer natureza, quando então se pode cobrar os impostos. A equipe econômica do governo não aplica a ideia porque a desconhece.

EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO                                                                                                                                                            fonte: Bp Eneergy Outlook 2035” BP Statistical Review of World Energy, 67 th Edition


Pretender se tornar um exportador de petróleo, nas atuais condições, é uma ilusão de leigos. Petróleo, para um país subdesenvolvido, NÃO É produto de exportação. É produto de consumo interno. Transforma-se a energia do petróleo em combustíveis baratos, trabalho para o povo, bens agrícolas ou industriais para exportação. Exportar energia em um país carente dela é crime de lesa-pátria, insensatez e ignorância. 


A FALÁCIA DO EFEITO ESTUFA E DO AQUECIMENTO GLOBAL


Os supostos “fenômenos” mencionados acima são frutos da imaginação de pessoas inteiramente desprovidas de qualquer conhecimento do funcionamento do globo terrestre, ou seja, de pessoas leigas em assuntos sobre a História Geológica e Estratigrafia. 


O resultado disso são as atuais reuniões das COP (Conferencia das Partes), nas quais arrecada-se dinheiro para promoção de reuniões infrutíferas, mas excelentes para promoções pessoais. Felizmente, começam a se desgastar com a saída do seu principal acionista, os EUA, e a ameaça da saída do Brasil.
O autor da “teoria do aquecimento global” e seus apoiadores não tem ideia mínima das características geológicas do globo, e expõem seus temores pessoais criando um panorama de pânico em governantes e na população. Além disso criam programas do tipo “créditos de carbono”, onde os mais ricos pagam altas taxas compensatórias pela produção de gás carbônico em seus parques industriais aos mais pobres, para que se mantenham na pobreza (país agrícola, sem queimar combustíveis). É atitude contraditória e amadorística relativa ao funcionamento do globo terrestre.

EXTINÇÃO DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

Os tópicos focalizados acima são de máxima importância política. Segundo eles, o atual Ministério do Meio Ambiente pode e deve ser extinto, pois impede e dificulta o desenvolvimento do país, apoiado em uma ideia vaga, geologicamente errada e extremamente prejudicial ao crescimento do país. Aqueles que são favoráveis ao desenvolvimento rápido, veloz (a maior parte do povo), precisam usar o máximo de combustível possível, tanto para incrementar o fator produção de bens e trabalho, como para preservar a vida na Terra, com maior produção de CO₂, evitando a desertificação da superfície do globo, desde que o percentual desse gás, hoje, na atmosfera é diminuto (+_ 0,03%). Se os políticos conhecerem a origem e o funcionamento da atmosfera certamente ficarão mais habilitados para argumentar a favor da ideia da extinção do Ministério do Meio Ambiente.

PIB, IDH e LHD

O PIB, o IDH e o LHD visto anteriormente são índices que se equivalem, mas apenas os dois primeiros são resultados obtidos em cálculos complicados, enquanto o LHD fornece a causa do subdesenvolvimento. Dizendo de outra maneira: o produto interno bruto e o índice de desenvolvimento humano são resultados dependentes ou resultantes do índice LHD (ver tabelas). O PIB e o IDH do Brasil são baixos ou fracos relativo aos outros países porque o LHD do Brasil é baixo ou fraco. Precisamos elevar o LHD do Brasil, e isso não pode ser feito nas atuais condições do estatismo. Estatismo em negócios de petróleo é sinônimo de corrupção, e os acontecimentos políticos recentes são provas irrefutáveis do que afirmamos. 

O programa estatal de produzir 4 milhões de bpd em 2030 é enganoso. Agora em 2018, com 210 milhões de habitantes, precisaríamos consumir 12 milhões de bpd para nos transformarmos em um país decente, e em 2030 estaremos com 230 milhões de habitantes (tendência do crescimento atual), precisando de inalcançáveis 15 milhões de bpd e provavelmente enfrentando uma guerra civil e em plena desordem econômica. 

A Petrobras foi indispensável em 1953 e décadas seguintes. Atualmente é um estorvo no caminho do progresso do Brasil. O povo do Brasil não sabe dessas coisas e apoia a Estatal brasileira, mas os jornalistas e políticos que estão no Congresso Nacional precisam saber delas para uma nova posição política/social, sobre o assunto.

ENERGIAS ALTERNATIVAS

É erro apelidá-las de alternativas. Não há alternativas para o petróleo. Os expedientes atuais, álcool de cana, azeite de dendê, usinas de vento etc., não têm capacidade de mover superpetroleiros, navios de guerra, supergraneleiros, nem o Antonov AN-225. Tais energias “alternativas” servem para pequenos negócios, iluminação de cidades balneárias, fazer funcionar parques infantis, aquecimento de água em condomínios e várias outras pequenas utilidades. Não se pode pensar em desenvolvimento de um país de 210 Milhões de habitantes com essas “energias alternativas”. As formas de energia alternativa são “curtos circuitos” no “Ciclo da Energia” geológico, o que significa pequenas doses da mesma energia do Sol, ainda em superfície, na forma de alimentos (cana, milho, soja, etc.)

Resumindo: para pequenos negócios: “energia alternativa” de superfície; para mover o Brasil (8,5 km2 e 210 milhões de habitantes): PETRÓLEO, petróleo e mais petróleo, a energia de subsuperfície. 

LIXO

O lixo das pessoas ou lixo doméstico é mais um problema, também dos geólogos e da Geologia. É um dos itens que compõe o Ciclo da Energia e tem de ser tratado como tal. 

A observação principal é que tudo o que está acima da linha da praia vira lixo e este lixo tem de ser devolvido para dentro do mar, ou colocado abaixo da linha da praia. Este comportamento foi, no passado, e é no presente uma Lei da natureza. A solução da popular “reciclagem” é fazer lixo duas vezes. O lixo reaproveitado volta a se transformar em lixo uma segunda vez.

Na superfície do globo só existem duas espécies de materiais, e ambos se transformam em lixo:

1. Lixo de origem mineral. Os resíduos das rochas originais formados pela atuação dos processos de sedimentação são levados pelas correntes fluviais até o mar, onde se depositam, formando as rochas sedimentares. 

2. Lixo de origem orgânica. Esse tipo de lixo se forma com os gases da atmosfera sob a energia do Sol, na forma de vegetais, após usados pelos humanos se transformam em montanhas de detritos para apodrecer à superfície nos conhecidos lixões.

Geologicamente, tudo o que se produz e se consome acima da linha das praias inexoravelmente passa para baixo da linha da praia e enterra-se no mar, como dissemos acima. A parte mineral transforma-se em rochas e a parte orgânica em petróleo.

Certamente não se pode jogar lixo de qualquer espécie nos arredores das cidades e ao nível do mar. Prejudicaria a indústria do turismo e provocaria o natural desprezo pela ideia.
Posto isso, qual a solução para o lixo das cidades?

A solução geológica é enterrar-se o lixo em poços especialmente construídos para isso nas rochas das formações costeiras, ainda em processo de sedimentação e ainda não consolidadas (plataforma continental).

Há que criar-se uma nova engenharia – engenharia de construção de poços para lixo orgânico – pois o lixo mineral, de qualquer natureza, deve ser descartado diretamente no fundo do mar, onde será incorporado aos fragmentos minerais preexistentes. 

Energia de Petróleo: Turning Point para o Brasil

PROPOSTA DE SOLUÇÃO

As evidências de que o Brasil é um pais subdesenvolvido são muito fortes, e não precisam ser demonstradas. Entretanto, a voo de pássaro, vamos evidenciá-las, especialmente porque tal condição é a matéria que justifica o presente trabalho.

Em março de 2017 haviam 14,2 milhões de desempregados no Brasil, e este número vai continuar crescendo. A população carcerária do Brasil alcança a casa dos 700.000 presos. Sabemos também que a maioria dos alunos nas escolas brasileiras não sabe fazer conta e não entende o que lê. A corrupção virou um estigma, que envergonha a todos os que se pautam por ética mínima. Até o futebol, outrora orgulho dos brasileiros, se distingue agora como ninho de corruptos. Os principais políticos brasileiros estão presos como ladrões, e outro tanto espera apenas o dia do julgamento para entrar na prisão. Mata-se no Brasil com a naturalidade de dormir e acordar no outro dia. Entre 2011/15 foram assassinadas 279.000 pessoas, a época, número maior que os 256.000 mortos na guerra da Síria, numa frequência aterradora de um morto a cada 9 minutos. Entre o Massacre de Carandiru, em S. Paulo, em outubro/92, e Manaus em 2017, passando por Pedrinhas, no Maranhão, e Alcaçuz , no Rio Grande do Norte (26 mortos e decapitados), a diferença é apenas do números de mortes, pois a barbárie é a mesma.

Cada segmento citado acima (educação, esportes, jurídico, prisional, etc.), teoricamente pertence a um segmento político da sociedade, e cada um deles é tratado de maneira particular. Para cada grupo há uma solução e um ministério federal para tratá-lo, onde prolifera a burocracia, o empreguismo e soluções cheias de hipocrisia, que ficam esperando solução para as calendas gregas. Antes que se resolva o primeiro problema sob uma nova administração, aparecem mais dez ou vinte outros, e volta-se a discutir as providências a serem tomadas para continuar tudo como dantes.

Entretanto, o conjunto de problemas citado acima faz parte do status de país de subdesenvolvido que paira sobre o Brasil. E busca de solução para cada problema em separado provoca apenas mais subdesenvolvimento, criando um círculo vicioso.

Mas existe uma solução para o conjunto de todos os problemas, faltando apenas tomar-se conhecimento dela para serem tomadas providências cabíveis. É assunto político/social sensível, pois tem a ver com política de petróleo. E a pergunta que surge é natural: que relação existe entre a situação social do Brasil e a política do petróleo? Existe uma relação íntima, direta, entre as duas situações que é desconhecida do grande público, especialmente por parte do mundo político. Pode-se dizer que o modelo econômico vigente no Brasil, sob o ponto de vista geológico, é como um jogo de quebra-cabeças desmontado, no qual está faltando uma peça da base e, obviamente por isso, ele não pode ser montado. A peça que está faltando chama-se ENERGIA!! Não temos energia bastante para trabalhar e crescer. Guardemos esta informação.

Para que se mude o panorama social de qualquer povo, inclusive o brasileiro, é preciso adotar algumas providências básicas que necessariamente passam pelo conhecimento de princípios geológicos, naturalmente desconhecidos dos políticos do país.

Ora, os políticos não têm obrigação de conhecer problemas geológicos, enquanto os geólogos não têm interferência na política, criando-se o impasse.

Queremos nos referir especificamente à política energética vigente no Brasil. Aduzimos ainda que todo o conjunto sociológico descrito anteriormente, que caracteriza o subdesenvolvimento brasileiro, é dependente de um fator apenas: a falta de trabalho para o povo. A falta de trabalho gera, então, as cadeias cheias de malfeitores, analfabetismo, corrupção, incompetência, imoralidade entre os políticos, etc. Resta a pergunta: como arranjar trabalho para milhões de pessoas? A resposta é política, mas condicionada à técnica geológica, desconhecida por políticos. Continuemos a raciocinar.

Se o nosso problema social é trabalho para o povo, precisamos, antecipadamente, providenciar ENERGIA já que não há trabalho sem uso abundante de ENERGIA. Estamos destacando a palavra para acentuar a importância que ela tem no contexto do subdesenvolvimento. Sem energia não há trabalho, exatamente o caso do povo brasileiro.

O Brasil é representado não pelo limite de suas formas geográficas, mas pelo seu povo ou o número de habitantes que forma a sua população. São 210 milhões de habitantes. A máquina que não pode, nem poderá, trabalhar com a quantidade de combustível que tem agora (2 milhões de barris de petróleo por dia), ou que lhe está prometido pela estatal incumbida da missão (3 a 4 milhões de bpd em 2030). Ou seja, sem a energia necessária o Brasil não poderá trabalhar, e muito menos produzir mais do que o pouco que produz (PIB/capta = $ 8,670).

Quando falamos em energia estamos falando especificamente da energia de petróleo, e a estatal encarregada de prover a energia para o trabalho do povo brasileiro, a Petrobras. Ela não tem capacidade de fazê-lo e, à medida que a população aumenta, a incapacidade da empresa se torna mais e mais evidente.

Alardeia-se pelos meios de comunicação, uma autossuficiência que nunca foi alcançada. A título de propaganda exibem-se gráficos, onde a curva da produção de petróleo supera a curva do consumo, e tal fato nada tem a ver com autossuficiência. Autossuficiência nada tem a ver com produção/extração de petróleo. Neste ponto vale ressaltar o conceito de autossuficiência em petróleo como sendo: ” a quantidade de petróleo consumida por um país , de maneira que ele alcance e sustente um nível social compatível com os padrões internacionais de desenvolvimento”. 

A autossuficiência é um item que liga a potência de uma máquina qualquer diretamente ao seu consumo de combustível, e/ou a sua performance. No caso presente a máquina é o povo do Brasil, composto por 210 milhões de habitantes. O combustível é o petróleo, necessário para mover a sua capacidade de trabalho. Popularizando a ideia basta lembrar: um caminhão de 22 rodas não se moverá do lugar com um motor de automóvel de passeio; ou um Antonov 225 (cargueiro aéreo de origem russa) não poderá alçar voo sem a potência do conjunto de suas seis turbinas. A comparação é pertinente: as 210 milhões de pessoas que formam a população do Brasil não poderão trabalhar sem uma quantidade mínima de combustível.

Porém, o mínimo que o Brasil precisa é muito mais do que o máximo que a Petrobras pode fornecer. Na programação de seis pontos, elaborada pela sua equipe, a estatal espera fazer uma produção de 4 milhões de bpd até 2030. Provavelmente, até esta data, sem combustíveis, estaremos (se é que já não estamos) enfrentando uma guerra civil de efeitos irreversíveis.

De fato, o Brasil nunca foi e está muito longe de ser autossuficiente e, na verdade, ao contrário, está muito perto do caos social, exatamente por esta razão.

O fator que determina a quantidade de petróleo que o país precisa consumir, para manter o seu status social é a população do mesmo, e ela é variável sempre para mais. Ela só faz crescer. Em 2030, os 4 milhões de barris de petróleo programados pela companhia para abastecer o Brasil, serão apenas uma ilusão como parece ser o do programa, pois a população terá crescido inexoravelmente. A população do Brasil, em 2030, será de 265 milhões de habitantes, tomada com a taxa de crescimento de 2% ao ano, só que sem trabalho, analfabeta, altíssimo grau de delinquência e outros dados de miséria. Só a Petrobras continuará a ser um oásis, batendo sempre os seus próprios recordes para alegria e felicidade dos seus dirigentes.

QUE QUANTIDADE DE PETRÓLEO O BRASIL PRECISARIA CONSUMIR PARA MELHORAR A SITUAÇÃO SOCIAL?

Respondendo à pergunta: é uma quantidade muito maior do que o nosso atual consumo, a qual pode ser calculada pela fórmula:

LHD = consumo x 159/população

LHD é um índice estatístico que significa Litros de petróleo/Habitante/Dia, ou seja a quantidade de petróleo em litros que a população do pais em analise, deve consumir por dia, para viver bem ou ter alto IDH e alto PIB.

Nas tabelas, da 2ª à 5ª coluna são os elementos colhidos em fontes diversas para obter o LHD mostrado na 6ª coluna.
O estudo da tabela conduz a uma conclusão importantíssima sob o ponto de vista social: fica determinada a causa do subdesenvolvilmento e porque existem países ricos e países pobres e qual a razão dessa existência e como todos podem se transformar em países desenvolvidos.

O PIB e o IDH de qualquer país, são dependentes da quantidade de combustível consumido pelos seus habitantes.

Se quisermos, por exemplo, ter o status de desenvolvimento dos EUA, que tem características geológicas/geográficas semelhantes as do Brasil, usando a fórmula, determinamos que o consumo do Brasil deveria ser hoje 12.440.000 bpd. Em 2030 quando tivermos 265 milhões de habitantes, nosso consumo, segundo a mesma fórmula, subiria para 15.800.000 bpd, para comparar com o desenvolvimento dos EUA de hoje. A comparação com os EUA não é nenhum absurdo desde que tem características geológicas semelhantes às do Brasil.

Para maior clareza dizemos que: o quadro social do Brasil é o resultado do consumo de dois ou três milhões de bpd que nos fornece atualmente a Petrobras.

Obviamente, é um número muito diferente dos 4 milhões programados pela Petrobras em 2030. Produção de petróleo não é importante na determinação das condições sociais de um país. O CONSUMO É, veja-se os exemplos de Cingapura,  Luxemburgo, Hong Kong e Suíça. Os fatos mostram isso claramente como apresentado nas tabelas abaixo.

O que se verifica é que mesmo os países que fazem parte da OPEP se distinguem, exatamente, pela pobreza e subdesenvolvimento endêmicos. Firma-se um ponto importante: ter petróleo em casa e exportá-lo é ato de traição à pátria. Petróleo próprio tem de ser usado pelo seu dono, para seu próprio desenvolvimento. Exportam-se os produtos gerados pelo uso do petróleo.

As providências a serem tomadas sobre o uso do petróleo para o desenvolvimento do Brasil são de caráter, inteiramente, político. Tal situação nos remete ao ponto exato da campanha do “O Petróleo é Nosso”, da década de 50. A criação da Petrobras, todos sabem ou se lembram, foi um movimento puramente político, que resultou em um novo rumo para o país em uma questão técnico/científica. Estamos em momento semelhante à década de 1950, só que no sentido inverso. Para galgarmos a posição de país de primeiro mundo teremos de sair da fase do estatismo, e passar para o regime da iniciativa privada.

POR QUE TEMOS DE FAZER ISSO?

Desde a sua fundação até o ano passado a Petrobras construiu 30.000 poços, numa media de 468 poços por ano, em um território de 8,5 milhões de km2, dos quais 7,5 milhões são cobertos por bacias sedimentares, das quais não temos nem os mapas. Isto significa que não conhecemos nada do nosso próprio território. Temos que imitar os americanos, indo além: temos que perfurar milhares de poços e mapear todo o território nacional.

Acompanhe a tabe a a seguir:

Observe-se o panorama do que aconteceu nos EUA nos primeiros sessenta anos da indústria do petróleo {1}: entre 1860 e 1920 foram construídos 537.385 poços de pesquisa; só na década 1910/20, os americanos construíram 211.658 poços, o que dá uma media de 21.165 poços/ano, ou 58 poços/dia ou ainda 2,4 poços/hora; cálculos mais recentes mostram que, até hoje, os americanos construíram cerca de seis milhões de poços no seu território, incomparável com os nossos 30.000. A força de trabalho para realizar uma proeza dessas é inimaginável, mas certamente precisaria de toda a força dos 14,2 milhões de desempregados, toda a população carcerária, os estudantes que não sabem fazer contas, todos os favelados do Rio de Janeiros e S. Paulo, etc.

Queremos dizer com isso que a solução do item desemprego no Brasil passa, sem dúvida, pela revisão da nossa postura política diante da nossa indústria do petróleo, sem estatismo no meio. O pagamento do esforço dos norte-americanos pelo serviço da perfuração de poços veio com o resultado obtido ao longo do trabalho. Foram descobertos 51 campos de petróleo gigantes e centenas de campos de menor tamanho e, ainda assim, continua-se a descobrir petróleo novo nos EUA, fruto dessa mesma filosofia de trabalho.

É uma espécie de “mágica”, que acontece quando um povo se empenha a procurar a própria energia em um país do tamanho do Brasil. É dessa atitude que resulta o trabalho para todos. É o ponto de partida para desenvolvimento de todas os outros setores industriais, desde a descoberta e desenvolvimento das minas e materiais básicos, até a sua transformação em produtos industriais, inclusive a educação, esportes, etc. É dai que aparece o trabalho que transforma em “ricos” todos os que se empenham nele. Todas as outras formas de trabalho, literalmente todas, derivam deste trabalho-raiz. Leia-se o texto de quem viveu aquela história, sem se aperceber que estava testemunhando um fato econômico da mais alta relevância para o futuro. No último parágrafo do capítulo II  [2] na página 34 lê-se:

“…regardless, by 1861, both Parkersburg and Marietta had become the oil capitals of their regions. Parkersburg particularly began an unprecedented boom. Within just a short span the population doubled. The oil money “flowing” into town and the area from the oil riches brought quick prosperity. Many of the townsmen participated directly as promoters, drillers, financiers, speculators, refiners, coopers, teamsters, – or indirectly in legal workers, or making tools, boilers, engines, and rigs. Even those who did not chose to get involved directly, prospered, as other services had to be provided to the hordes of outsiders who came to this black gold rush. In other words, the whole town, county, and their inhabitants became caught up in this “oil frenzy” and its accompanying new-found wealth.”

A saga descrita não foi encomendada. O autor apenas descreveu o fenômeno, e tal fenômeno se repetiu indefinidamente em todo o território americano e continua a ser praticado até hoje. Atualmente não precisamos inventar mais nada da ferramentaria necessária à pesquisa. Os americanos inventaram tudo. Basta imitar o exemplo do método de pesquisa, o qual foi repetido em todos os quadrantes onde foi descoberto o petróleo, levando um rastro de civilização para terras ainda incultas, que se transformaram em cidades e deram novas dimensões aos EUA. É o método a ser usado agora no Brasil como método científico de colonização, com a vantagem de poder ser melhor planejado.

Fica claro apenas que não é possível levar o plano adiante se não houver O PREPARO POLÍTICO para deslanchá-lo. Que outras ações têm de acompanhar essas atitudes?

Junto com a quebra do monopólio do petróleo há que modificar as leis que a apoiam.As principais são:

  1. A lei que rege a existência da Petrobras como monopolista,
  2. A modificação das diretrizes do Ministério do Meio ambiente, e
  3. A modificação das diretrizes que regem a Agência Nacional do Petróleo.


Por que mencionar esses itens? Para demonstrar que o processo é INTEIRAMENTE POLÍTICO, e só políticos devidamente comprometidos com o  desenvolvimento do país poderão ser os portadores da mensagem para o população de maneira a convencê-la de que a nova situação é boa para todos, especialmente para os mais pobres. Todos poderão trabalhar – direta ou indiretamente – em pequenas companhias petroleiras ou fora delas.

CIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO

A argumentação mais forte, na direção de uma mudança de rumo sobre a política do petróleo reside na parte científica do projeto. Para maior clareza: liberar a pesquisa, conservando as diretrizes técnicas e científicas vigentes, ou atuais, não adianta nada.

Tal experiência já foi adotada por ocasião da quebra do monopólio, havida a partir do governo militar do Presidente Geisel (1974), e outras mais adiante no tempo. Por que não funcionaram? Porque está errada a maneira de proceder com a técnica da pesquisa do petróleo em território brasileiro.

As diretrizes geológicas admitidas e praticadas pela Petrobras, e demais empresas de petróleo, que se guiam por ela como farol científico, estão defasadas e ERRADAS perante fatos da natureza, e isso prejudica a pesquisa de petróleo e a própria autossuficiência.Seria a segunda razão para sair do regime estatal.

Com a presença da Petrobras, os paradigmas científicos adotados pelos técnicos funcionam como empecilho para maior sucesso da pesquisa. Os contratos de risco e as concessões obtidas por particulares nunca funcionaram, melhor dizendo, foram e são um fracasso completo, exatamente por tal razão. Este caminho já foi trilhado varias vezes desde os anos 70, ainda no governo Geisel, e todas fracassaram. Esses pequenos e grandes investidores só admitem engenheiros e geólogos da Petrobras, na suposição de que o “sucesso” da companhia repousa no seu conhecimento da geologia do Brasil e, na verdade, eles carregam para onde forem a filosofia exploratória da empresa, crivada de erros técnicos e científicos, terminando todas no fracasso exploratório atual. Entretanto, as novas teorias geológicas para compreender o problema da pesquisa de petróleo são facílimas de entender por serem ciência primária e conhecida por todos, apenas sem ligação entre os fatos da ciência geológica e a prática da pesquisa do petróleo.

Finalmente, a última argumentação para uma mudança de rumos da pesquisa de petróleo no Brasil refere-se aos preços da pesquisa, que são proibitivos pelo método Petrobras, e que caem a patamares inacreditáveis pelo novo método proposto. A dispensa dos trabalhos geofísicos (sísmica, gravimetria, perfis elétricos) e paleontológicos representam substancial parte do orçamento exploratório, podendo ser reincorporado ao orçamento com finalidade de perfurar novos poços, pioneiros ou de desenvolvimento.

Pelo novo método da pesquisa, qualquer pequena empresa pode se tornar uma empresa de petróleo, gerando centenas e milhares de empregos, transformando toda a paisagem brasileira do futuro próximo. Por tais razões, qualquer político que prometer acabar com o subdesenvolvimento do Brasil, tem de conhecer as novidades científicas alcançadas pela pesquisa geológica contida nesta proposta.

[1] J. E. Brantly. “History of Oil Well Drilling”. Gulf Publish Company. Houston, London, Paris, Tokyo. Páginas 1471.

[2] David L. McKain & Bernard L. Allen, “WHERE IT ALL BEGAN, The story of the people and places where the oil & gas industry began“. West 
Virginia and Southestenr Ohio